Reclamam
Nada fazem
Choram
Não se recuperam
Entristecem
Agora chegou a fossa
Criticam
Permanecendo sentados de braços e pernas cruzadas
Aceitar?
Palavra sem sentido em seus vocabulários
Da boca pra fora, tudo sai, tudo é concreto tudo existe
Ações é que não persistem
E tudo que vejo é um bando de moscas varejistas rodeando a mesa de jantar
Contemplam aquilo e surge um manifesto
- que nojo
Posteriormente
Vejo as costas viradas para as moscas e para os pratos e panelas em cima da mesa
A sala tomada de podridão
Permanece na podridão de antes
Alimentos se decompõem
E vejo
Ninguém toma atitude alguma,
O zumbido é um barulho irritante
Mas depois que deixam para as mãos de outros, o que lhes incomoda
Nada mais interessa
Outra pessoa tomará conta.
E agora que está tudo limpo
As moscas sumiram
Volta a sujeira
Pratos
Copos
Panelas
Tudo sujo sobre a mesa
Moscas ajudam a decompor os restos de alimento
A toalha está tomada de pingos de feijão
Grãos de arroz
Ossos roídos
Pedaço de alface picada
E tudo aquilo os anoja novamente
E acontece sempre a mesma coisa
Viram as costas
Permanecem ali apenas para reclamar
Mas atitudes não tomam.
O ciclo retorna.

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