domingo, 11 de dezembro de 2011

Repetitiva repetição


E lá vamos nós outra vez
Parar, analisar,
Conclusão
Será?
Pré-conceito?
Vertigem de um analisador em questão
Não há
Foi-se em vão
Cuidar o corrimão para não escorregar
Já caí várias vezes no chão
Muitas vezes tentei não me levantar
Esperando apenas esperava um braço para me apoiar
Resistências, desistências,
-Negligências
O que?
Não pode ser, existir, continuar, evoluir, pairar
Sob seres pensantes que somos
Pensantes em fazer o repetido
E repetimos, repelimos a mudança
Mudança, quem será que a alcança por desvantagem cansa
De querer mudar
E vai e vem
A mesma dança, no mesmo segundo o mesmo passo
Na mesma melodia a mesma coreografia.
Como?
Não sei, mas tudo é assim
Queridos
A vida é pior que o ciclo mais repetitivo
Nascer, desenvolver, envelhecer, morrer
Choro, velas, mais nada
Não vêem que está se perdendo a graça?
Viver não passa de uma desgraça de persistência humana na Terra
Ninguém nos perguntou:
-Você quer realmente nascer?
O que nos resta
Não é pôr a mão na testa
Não faça festas
Apenas consuma o que lhe resta
Até sua morte chegar com um infarto do miocárdio
Com suas veias entupidas de fumaça do cigarro e que teu fígado já esteja degradado
Pela cirrose que o infesta.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Os conformados e suas casas

Reclamam
Nada fazem
Choram
Não se recuperam
Entristecem
Agora chegou a fossa
Criticam
Permanecendo sentados de braços e pernas cruzadas
Aceitar?
Palavra sem sentido em seus vocabulários
Da boca pra fora, tudo sai, tudo é concreto tudo existe
Ações é que não persistem
E tudo que vejo é um bando de moscas varejistas rodeando a mesa de jantar
Contemplam aquilo e surge um manifesto
- que nojo
Posteriormente
Vejo as costas viradas para as moscas e para os pratos e panelas em cima da mesa
A sala tomada de podridão
Permanece na podridão de antes
Alimentos se decompõem
E vejo
Ninguém toma atitude alguma,
O zumbido é um barulho irritante
Mas depois que deixam para as mãos de outros, o que lhes incomoda
Nada mais interessa
Outra pessoa tomará conta.

E agora que está tudo limpo
As moscas sumiram
Volta a sujeira
Pratos
Copos
Panelas
Tudo sujo sobre a mesa
Moscas ajudam a decompor os restos de alimento
A toalha está tomada de pingos de feijão
Grãos de arroz
Ossos roídos
Pedaço de alface picada
E tudo aquilo os anoja novamente
E acontece sempre a mesma coisa
Viram as costas
Permanecem ali apenas para reclamar
Mas atitudes não tomam.

O ciclo retorna.